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Baixo carbono é nova pegada de mercado

A pecuária  brasileira está passando por uma transformação em sua produção.

O produtor vem se readequandas de mercado no que diz respeito às boas práticas de produção e de gestão, assim como a questão do baixo carbono ou a neutralização do mesmo.

Baixo carbono é a nova demanda de mercado e palavra de ordem para a economia do século XXI, que significa  inovar em processos produtivos.

Antes víamos em maior evidência as ONG´s como protagonistas dessa discussão, se referindo aos efeitos de gases estufa na relação da produção de bovinos e o desmatamento das áreas para criação, mas hoje vemos muitos players de outros segmentos como grandes bancos, atacadistas e o próprio consumidor demonstrando maior preocupação com os alimentos que consomem e a maneira como foram produzidos, principalmente com relação à produção da carne.

A Embrapa  – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – soltou recentemente um protocolo de produção bovina, chamado de CCN – Carne Carbono Neutro e deve publicar no início do ano que vem o CBC – Carne Baixo Carbono, e eu acredito que haverá uma grande adesão à este protocolo, para obtenção deste novo SELO.

É um protocolo que, além de trazer os cálculos de quanto está conseguindo baixar a emissão de carbono da produção bovina, também pontua outros pilares de boas práticas agropecuárias como: gestão zootécnica, gestão de pastagem, fertilidade do solo e bem estar animal.

Na minha visão esse movimento é irreversível, é um horizonte de produção para os próximos 10 anos e veio pra ficar, uma vez que a preocupação de como o alimento está sendo produzido ficou ainda mais exigente.

O Brasil precisa reduzir essa pegada do carbono, e através de protocolos como esse da Embrapa é que vamos conseguir acentuar isso.

Na minha opinião, vejo que num futuro próximo há possibilidade de incentivos fiscais como a redução nas tarifas de países importadores de nossas commodities, principalmente a carne bovina. Assim como poderá ser uma  exigência dos nossos compradores mais seletos.

Sendo assim, se tornará atrativo para a indústria frigorífica exportadora fomentar o selo “Baixo Carbono” aos seus fornecedores. Vejo como tendência.

Texto por: Sérgio Ribas, Diretor Comercial do Serviço Brasileiro de Certificações (SBC).